quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pequena M.

Quando menos se espera, o mundo vira. Pernas e oceanos para cima. E as cabeças para baixo.
Ele vira. Rodando. Devagar, devagarinho. Mas acaba por virar.
O meu mundo vai-se virando. 
As pernas suspensas, como trapezistas sem rede. A cabeça enterrada no nada, mas com tanto a pressioná-la. As questões, a evolução e o pensamento! Tanto para maçar uma cabecinha que aponta para o chão de terra. Terra batida, como o meu coração. Rachado, lascado. Fendas. Inúmeras fendas! Mas se a cabeça continuar enterrada nos lugares de baixo, nada sarará e curará. Ficará tudo igual. Monótono. Sensabor. 
Eu acredito que, um dia, as pernas ficarão no lugar das pernas e a cabeça no lugar da cabeça. Apenas daqui a uns dias. Mas será um dia. E esse dia terá tanto valor como qualquer outro dia. Tanto ou mais.


Espero que o teu mundo esteja parado, saudavelmente parado, mas parado. Porque parado nem sempre é mau. Aliás, neste momento, seria tão delicioso; um mundo parado. Sem rodas e piruetas. 
Equilibra o teu mundo e faz-te feliz.


Da eterna trapezista,
Maria Violeta. 

1 comentário:

R1 disse...

Mais uma vez (e nunca é de mais repetir) tens uma maneira de escrever encantadora, as palavras soam quase como musica. Neste texto posso aplicar uma gafe que eu uma vez cometi: o equilibrio desequilibrou - se XD. Maria Violeta, se tens o teu coraçao lascado, espero que ele sare depressa, e que a pressao na tua cabeça seja aliviada. Espero que um dia possamos fazer uma parceria para criarmos um poema unico. Teria grande gosto aliar me a esta autentica "genia" que é a Violeta. Beijinhos do poeta :D

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